"Eu nunca acreditei na Medicina Oriental. Não sabia nada sobre o assunto, morria de medo quando via as pessoas todas espetadas pelas agulhas que para mim pareciam causar um incômodo terrível.

Eu trabalhava como professor de educação física e espanhol na cidade de San Diego, Califórnia, quando uma tragédia ocorreu em minha vida. De um dia para o outro comecei a sentir fortes dores na minha perna direita e em pouco tempo aquela situação agravou-se ao ponto de eu não conseguir mais ficar em pé. Aquilo me apavorou! Como sempre fui muito ativo, dedicado a esportes, e com a intensidade das dores que eu sentia, me vi numa situação de desespero. Não conseguia mais realizar as minhas atividades diárias, para dirigir era horrível, pois sentia dores fortíssimas e comecei a pensar de que não conseguiria mais voltar ao normal, e o desespero alojou-se em minha vida. 

 

Em meu ambiente de trabalho, com pessoas bem educadas e cultas, comecei a procurar informações sobre tratamentos para a minha situação. Todos me falavam que a única saída viável seria a cirurgia. Entrei em mais desespero. Buscando mais informações de tratamentos, me falaram muito da injeção de anestésico na coluna vertebral. Aquilo me deixou mais desesperado ainda. A ideia de abrirem a minha coluna para cirurgia ou de uma colocar substâncias químicas dentro de mim me deixava aflito, e era guiado por uma voz em meu coração que me dizia para continuar buscando por outros métodos de tratamento.

Fui então para uma consulta com um profissional da medicina ocidental...este passou cerca de 7 minutos comigo e receitou anti-inflamatórios para eu tomar, mas eu não gostei da forma como fui avaliado, aquela pequena e forte voz continuava a me dizer para que eu procurasse outros meios de tratamento.

 

A única opção que eu conhecia que me restava era a fisioterapia. Fui avaliado por uma profissional competente, que após a sua análise me receitou um tratamento consistido de 7 meses de duração. Entrei em depressão, profunda tristeza, e já cogitava neste ponto que a minha única saída seria retornar ao Brasil, sem conseguir andar.

Foi então, como que por acaso, enquanto conversava com um amigo (Ricardo Sampaio), fui questionado se eu conhecia a acupuntura e a medicina oriental. Disse que nada sabia, e que morria de medo das agulhas. Ele me disse que já fazia os tratamentos há algum tempo e que a sua melhora era formidável. Após alguns minutos de conversa, decidi arriscar fazer um tratamento com o Basha (profissional da medicina oriental), pois eu não tinha mais escolhas, eu tinha que tentar algo novo e totalmente estranho para mim, ou voltar ao Brasil, incapacitado.

 

Meu primeiro contato com o Basha (médico oriental) foi algo que me marcou para sempre. O profissional passou cerca de 40 minutos só conversando comigo e a primeira impressão foi a de que eu estava conversando com alguém que realmente estava interessado em minha saúde. Após a conversa, onde ele examinava todo o meu histórico, fui levado a uma sala para a primeira sessão de acupuntura. Para a minha surpresa, não senti as agulhas entrarem em meu corpo, pois eram finíssimas!

Dormi um sono profundo, que mal sabia onde estava quando acordei. Me senti totalmente relaxado. Para resumir a estória, em mais ou menos 7 tratamentos eu estava de pé, caminhando normalmente, perplexo pelo fato de ter ficado bom somente através de métodos naturais de cura. Achei aquilo incrível e foi algo que me mudaria para sempre.

 

Hoje em dia adoro conversar com as pessoas que estão em situações onde eu estava: sem saída, com condições graves de saúde, desesperadas, e que não acreditam na Medicina Oriental, como eu também não acreditava. São essas pessoas que me fazem respirar um ar novo a cada dia, em busca de conhecimento para ajudá-las quando chegam em meu consultório sem nenhuma outra opção de cura, sem esperanças, e de lá saem com as suas condições resolvidas".

 

Carlos Frederico Lima